Quem é Jesus quando retiramos aquilo que pensamos já saber sobre Ele?

Talvez uma das maiores dificuldades para compreender Jesus seja justamente a sensação de que já o conhecemos.

Seu nome atravessou séculos, continentes e culturas. Está em igrejas e museus, livros e filmes, músicas e discursos. É pronunciado em orações, invocado em debates e reivindicado por pessoas que chegam a conclusões profundamente diferentes sobre quem Ele foi — e sobre quem Ele é.

Para alguns, Jesus é sobretudo um mestre do amor.

Para outros, um profeta.

Um sábio.

Um revolucionário.

Um exemplo moral.

Um defensor dos marginalizados.

O fundador do cristianismo.

O Messias.

O Filho de Deus.

Talvez, porém, o maior risco não esteja apenas em acreditar em coisas falsas sobre Jesus.

Existe uma possibilidade mais sutil:

podemos construir uma imagem incompleta de Jesus usando apenas coisas verdadeiras sobre Ele.

Basta escolher algumas palavras e ignorar outras. Selecionar determinadas histórias e deixar outras de lado.

Podemos enfatizar o Jesus que acolhe e esquecer aquele que confronta. Falar daquele que perdoa e silenciar sobre aquele que chama ao arrependimento. Contemplar sua humanidade sem perguntar o que fazer com suas reivindicações extraordinárias — ou defender sua divindade de maneira tão abstrata que quase esquecemos do homem que sentiu fome, chorou diante de um túmulo e dormiu exausto dentro de um barco.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja simplesmente:

Quem é Jesus?

Talvez precisemos começar um pouco antes:

Quanto do Jesus que conhecemos veio das fontes — e quanto veio daquilo que aprendemos a esperar encontrar nelas?

Essa pergunta exige algum desconforto.

Porque voltar às fontes significa aceitar a possibilidade de que elas não confirmem perfeitamente o Jesus que construímos.

E talvez seja justamente aí que a investigação comece.

VOLTAR AS FONTES

Quando Lucas inicia seu Evangelho, faz algo curioso.

Antes de simplesmente contar a história de Jesus, explica por que decidiu escrevê-la.

Reconhece que outros já haviam elaborado relatos sobre os acontecimentos, refere-se ao material transmitido por aqueles ligados aos fatos e afirma ter investigado cuidadosamente as coisas para apresentar um relato ordenado a Teófilo (Lc 1:1–4).

Isso não transforma Lucas em um repórter moderno.

Mas também não permite tratar seu texto simplesmente como uma coleção de pensamentos religiosos desconectados de acontecimentos.

Há tradição.

Há transmissão.

Há investigação.

Há organização narrativa.

João é igualmente transparente sobre outra dimensão de seu Evangelho. Perto do final, reconhece que Jesus realizou muitas outras coisas que não foram registradas e explica por que selecionou aquelas que apresentou:

“Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus…”
— João 20:31

João possui uma intenção teológica declarada.

Quer conduzir o leitor a uma conclusão.

Isso nos impede de tratar os Evangelhos como câmeras colocadas discretamente no século I, registrando acontecimentos sem seleção, interpretação ou propósito.

Mas intenção teológica e interesse histórico não são necessariamente opostos.

Os primeiros textos cristãos insistem em relacionar sua mensagem a pessoas, lugares, acontecimentos e testemunhos.

Por isso, voltar às fontes não significa encontrar um Jesus completamente livre de interpretação.

Significa algo mais responsável:

aprender a distinguir aquilo que os textos dizem, aquilo que pretendem comunicar e aquilo que nós acrescentamos a eles.

E quando fazemos isso, antes mesmo de encontrarmos respostas completas sobre Jesus, encontramos pessoas fazendo perguntas sobre Ele.

QUEM É ESTE?

O Evangelho de Marcos não esconde do leitor sua convicção sobre Jesus.

Mas os personagens dentro da narrativa precisam descobri-la.

Jesus ensina, e as pessoas se surpreendem com sua autoridade (Mc 1:21–22).

Ele confronta espíritos impuros, cura enfermos e aproxima-se de pessoas das quais outros manteriam distância.

Então, em Cafarnaum, um paralítico é levado até Ele.

Todos parecem esperar uma cura.

Jesus começa falando de outra coisa:

“Filho, os teus pecados estão perdoados.”

Os escribas percebem imediatamente o tamanho do problema:

Quem pode perdoar pecados senão Deus?

Jesus então cura o homem diante deles (Mc 2:1–12).

Pouco depois, surge outra controvérsia.

O sábado.

Jesus declara que “o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Mc 2:28).

Perdão.

Sábado.

Doença.

Espíritos impuros.

A narrativa vai acumulando perguntas sobre a autoridade daquele homem.

Então Marcos coloca Jesus dentro de um barco.

Uma tempestade atinge o lago.

Os discípulos entram em pânico.

E Jesus está dormindo.

Há algo profundamente humano nessa imagem.

Ele está cansado.

Os discípulos o acordam. Jesus se levanta, repreende o vento e ordena ao mar que se aquiete.

E o mar se aquieta.

Para alguém familiarizado com as Escrituras de Israel, a cena possui um peso particular. Nos Salmos, é Deus quem domina a fúria das águas. O Salmo 107 descreve marinheiros aterrorizados por uma tempestade, clamando ao Senhor — e é Ele quem faz cessar o temporal.

Agora os discípulos estão diante de um homem que acabou de ordenar que o vento e o mar se calem.

E Marcos registra a pergunta deles:

“Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?”
— Marcos 4:41

Talvez devêssemos permanecer alguns instantes nessa pergunta.

Aqueles homens caminhavam com Jesus.

Ouviam seus ensinamentos.

Viam aquilo que fazia.

E ainda precisavam perguntar:

Quem é este?

Talvez proximidade não seja a mesma coisa que compreensão.

Talvez seja possível conhecer histórias sobre Jesus, reconhecer seus símbolos, repetir suas palavras e ainda precisar descobrir quem Ele é.

Os próprios discípulos precisaram.

QUANDO A RESPOSTA CERTA AINDA NÃO É SUFICIENTE

Alguns capítulos depois, Jesus inverte a pergunta.

Primeiro quer saber o que as pessoas dizem a seu respeito.

As respostas variam.

João Batista.

Elias.

Um dos profetas.

Então Jesus elimina a distância confortável proporcionada pela opinião dos outros:

“E vós, quem dizeis que eu sou?”

Pedro responde:

“Tu és o Cristo.”

— Marcos 8:29

A resposta está correta.

Mas o que acontece imediatamente depois é decisivo.

Jesus começa a ensinar que o Filho do Homem sofreria, seria rejeitado, morto e depois ressuscitaria.

Pedro reage.

Chama Jesus à parte e o repreende.

O paradoxo é impressionante.

Pedro acaba de reconhecer Jesus como Cristo.

Agora tenta corrigir Jesus sobre aquilo que o caminho do Cristo significará.

Jesus o repreende severamente e, em seguida, fala sobre negar a si mesmo, tomar a cruz e segui-lo (Mc 8:31–38).

Pedro sabia algo verdadeiro.

Mas aquilo que Jesus começava a revelar não cabia facilmente em suas expectativas.

E talvez esse perigo continue conosco.

É possível confessar corretamente quem Jesus é e, ainda assim, resistir ao Jesus que não corresponde àquilo que esperávamos que Ele fosse.

Não precisamos negar Jesus para tentar reconstruí-lo à nossa imagem.

Às vezes basta decidir quais partes dele estamos dispostos a aceitar.

UM JESUS DIFÍCIL DE DOMESTICAR

Isso se torna ainda mais evidente quando observamos as pessoas das quais Jesus se aproxima.

Em Marcos 1, um homem com uma grave condição de pele, inserida no mundo das regras de pureza de Levítico, aproxima-se de Jesus.

Jesus estende a mão e o toca (Mc 1:40–45).

Pouco depois, chama Levi, um cobrador de impostos, e se senta à mesa com pessoas identificadas como publicanos e pecadores.

Os escribas questionam:

Por quê?

Jesus responde:

“Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.”

— Marcos 2:17

A metáfora importa.

Jesus se aproxima do doente.

Mas não precisa negar a existência da doença para fazê-lo.

Mais adiante, uma mulher que sofria havia doze anos com uma hemorragia toca suas vestes. Sua condição tinha implicações de pureza ritual segundo Levítico 15.

Jesus não a trata como uma interrupção indesejada.

Ele a chama:

“Filha.”

Na mesma sequência narrativa, entra na casa de Jairo e toma pela mão sua filha morta.

Mais uma fronteira atravessada.

Mais uma restauração.

Seria possível selecionar apenas essas histórias e construir um Jesus cuja mensagem pudesse ser reduzida a:

“Nada precisa mudar.”

Mas o mesmo Evangelho resume sua proclamação desde o início com um chamado:

“Arrependei-vos e crede no evangelho.”
— Marcos 1:15

Jesus se aproxima.

Jesus acolhe.

Jesus restaura.

E Jesus chama.

Talvez nenhum episódio mostre essa tensão de maneira tão delicada quanto o encontro com o homem rico em Marcos 10.

O homem pergunta sobre a vida eterna.

A conversa avança.

Então Marcos registra um detalhe precioso:

Jesus olhou para ele e o amou.

E é justamente depois desse olhar de amor que Jesus toca no ponto mais sensível: aquilo que parece ocupar o centro da segurança daquele homem.

A exigência é grande demais para ele.

O homem vai embora triste.

Jesus o amou.

E Jesus o confrontou.

As duas coisas aparecem na mesma cena.

Talvez algumas de nossas imagens de Jesus nasçam justamente da dificuldade de mantê-las juntas.

Construímos o Jesus da verdade e perdemos sua misericórdia.

Ou construímos o Jesus da misericórdia e eliminamos seu chamado à transformação.

Quando voltamos aos Evangelhos, porém, Ele continua escapando dessas simplificações.

QUATRO JANELAS, O MESMO CENTRO

Essa dificuldade aumenta quando percebemos que não recebemos apenas um Evangelho.

Recebemos quatro.

Mateus começa inserindo Jesus profundamente na história de Israel: filho de Davi, filho de Abraão.

Seu Evangelho dialoga continuamente com as Escrituras de Israel e termina com Jesus declarando possuir autoridade no céu e na terra e enviando seus discípulos às nações (Mt 28:18–20).

Marcos nos conduz por uma narrativa de autoridade, conflito, incompreensão, sofrimento e discipulado.

Lucas explica sua preocupação em investigar e organizar seu relato e concede atenção marcante a pessoas que frequentemente estavam fora dos centros de prestígio e poder.

Então João começa não com Belém, nem com Abraão, mas com palavras que ecoam o início de Gênesis:

“No princípio era o Verbo…”

E logo depois:

“E o Verbo se fez carne.”

A afirmação é extraordinariamente elevada.

Mas João não permite que essa elevação torne Jesus menos humano.

Jesus se cansa.

Jesus chora.

Jesus sofre.

E, no capítulo 13, aquele que João apresenta em relação singular com o Pai se ajoelha diante de seus discípulos…

e lava seus pés.

Talvez os quatro Evangelhos não existam para que escolhamos nosso retrato favorito de Jesus.

Talvez sua própria diversidade nos proteja dessa tentação.

Porque uma caricatura não precisa ser construída apenas com coisas falsas.

Às vezes, basta selecionar algumas coisas verdadeiras e deixar todas as outras de fora.

O problema começa quando uma parte verdadeira tenta substituir o todo.

A CRUZ QUE NINGUÉM ESPERAVA

E então chegamos ao lugar em que muitas de nossas imagens de Jesus precisam enfrentar seu teste mais difícil.

A cruz.

Nos Evangelhos, ela não aparece como um acidente que interrompeu uma história promissora.

Depois da confissão de Pedro, Jesus começa a preparar seus discípulos para aquilo que eles têm enorme dificuldade de compreender: o caminho do Messias passaria por rejeição, sofrimento e morte.

Para um movimento que proclamava Jesus como Cristo, a crucificação não era um detalhe fácil de acomodar.

A cruz romana era instrumento de execução, humilhação e poder imperial.

Paulo reconhece o escândalo quando escreve que anuncia “Cristo crucificado” — tropeço para uns e loucura para outros (1Co 1:23).

Mas o testemunho cristão não termina numa cruz.

Em 1 Coríntios 15, Paulo apresenta aquilo que diz ter recebido e transmitido:

Cristo morreu.

Foi sepultado.

Ressuscitou.

Apareceu.

E então vincula a própria fé cristã à verdade dessa proclamação:

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé.”

— 1 Coríntios 15:14

Isso merece atenção.

Paulo não trata a ressurreição como uma bela metáfora cuja ocorrência seria irrelevante.

Ele coloca o acontecimento no centro da mensagem.

É aqui que precisamos distinguir investigação histórica de conclusão teológica.

O historiador pode estudar os textos, sua antiguidade, as tradições que preservam e aquilo que os primeiros cristãos afirmavam ter experimentado.

A fé cristã dá um passo adicional:

confessa que Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos.

Não devemos esconder essa diferença.

Mas também não devemos esconder que essa afirmação está no coração das fontes cristãs mais antigas.

E isso muda a pergunta sobre quem Jesus é.

Porque o cristianismo não nasceu apenas da memória dos ensinamentos de um mestre morto.

Nasceu entre pessoas que proclamavam que o crucificado estava vivo.

CEDO DEMAIS PARA SER IGNORADO

Às vezes se afirma que a compreensão extraordinariamente elevada de Jesus teria surgido apenas muito tempo depois de sua morte.

A história do desenvolvimento da cristologia é complexa, e existem debates acadêmicos legítimos sobre como determinadas formulações surgiram.

Mas existe um dado difícil de contornar:

Paulo é muito antigo.

Suas cartas são anteriores aos Evangelhos em sua forma escrita conhecida.

E nelas já encontramos uma compreensão surpreendente de Jesus.

Em Filipenses 2:5–11, Cristo aparece em uma trajetória de humilhação, morte e exaltação que culmina na confissão de que Jesus Cristo é Senhor. A linguagem de toda criatura dobrando o joelho ecoa Isaías 45, onde é diante do próprio Deus que todo joelho se dobra.

Em 1 Coríntios 8:6, dentro de uma discussão explicitamente monoteísta, Paulo fala de:

“um só Deus, o Pai”

e

“um só Senhor, Jesus Cristo”,

associando Cristo à existência de todas as coisas.

Isso não significa que a linguagem dos grandes concílios cristãos posteriores já estivesse pronta.

Não estava.

A Igreja ainda precisaria enfrentar debates profundos para formular sua linguagem sobre Deus e Cristo.

Mas também torna difícil sustentar uma narrativa simples segundo a qual Jesus teria permanecido apenas um mestre humano durante gerações para, séculos depois, ser transformado em uma figura divina.

A pergunta histórica mais interessante talvez seja outra:

O que levou os primeiros seguidores de Jesus — muitos deles judeus formados na convicção de que Deus é um — a falar tão cedo sobre Jesus dessa maneira?

ATÉ ONDE A HISTÓRIA CONSEGUE NOS LEVAR?

Existem também referências antigas fora do Novo Testamento.

O historiador judeu Flávio Josefo relaciona Tiago a “Jesus, chamado Cristo”. Outra passagem de Josefo sobre Jesus, conhecida como Testimonium Flavianum, chegou até nós numa forma textual cuja autenticidade integral é discutida e, por isso, precisa ser tratada com cautela.

O romano Tácito, escrevendo no início do século II, menciona Christus e associa sua execução a Pôncio Pilatos durante o governo de Tibério.

Plínio, o Jovem, ao escrever ao imperador Trajano sobre os cristãos, descreve comunidades que se reuniam e dirigiam a Cristo um cântico em termos que revelam sua devoção religiosa.

Isso não prova a ressurreição.

Não demonstra a divindade de Jesus.

Nem confirma cada relato dos Evangelhos.

Seu valor é mais limitado — e justamente por isso não precisamos exagerá-lo.

Essas fontes ajudam a situar historicamente Jesus e o movimento que surgiu em torno dele.

A história pode investigar documentos, comparar testemunhos, reconstruir contextos e perguntar quão cedo determinadas crenças aparecem.

Mas existe um ponto em que precisamos distinguir:

história, testemunho, teologia e fé.

Elas se relacionam.

Não são idênticas.

A história pode nos conduzir até determinadas perguntas.

Não pode responder todas elas por nós.

E VOCÊS, QUEM DIZEM QUE EU SOU?

Talvez tenhamos começado imaginando que retirar nossas ideias prévias sobre Jesus produziria uma figura mais simples.

Um mestre judeu.

Um sábio.

Um reformador.

Um profeta.

Um personagem histórico finalmente acomodado dentro de uma categoria confortável.

Mas quanto mais permitimos que as fontes falem, mais difícil parece reduzi-lo.

Ele toca aqueles de quem outros se afastariam e chama pecadores ao arrependimento.

Recebe pessoas rejeitadas e faz exigências desconcertantes àqueles que desejam segui-lo.

Dorme exausto em um barco e depois ordena ao mar que se cale.

Chora diante da morte de um amigo e é apresentado por João como o Verbo que se fez carne.

É reconhecido como Cristo e conduz seus discípulos em direção a uma cruz que eles não queriam compreender.

É crucificado pelo poder romano — e seus seguidores começam a proclamar que Ele ressuscitou.

Poucas décadas depois, documentos cristãos que chegaram até nós já o confessam como Senhor em linguagem extraordinariamente elevada.

Talvez, então, a pergunta inicial estivesse incompleta.

Não precisamos perguntar apenas quanto do Jesus que conhecemos foi herdado.

Precisamos perguntar:

O que fazemos quando o Jesus encontrado nas fontes começa a confrontar o Jesus que preferíamos encontrar?

Porque existe uma maneira evidente de rejeitá-lo: dizer que Ele não é quem seus seguidores afirmaram que fosse.

Mas talvez exista outra, muito mais sutil:

aceitar somente as partes de Jesus que não ameaçam aquilo que já decidimos pensar, valorizar ou viver.

Foi depois de ouvir diferentes respostas sobre sua identidade que Jesus perguntou aos discípulos:

“E vós, quem dizeis que eu sou?”

A história pode nos ajudar a compreender o mundo em que essa pergunta foi feita.

Os Evangelhos podem nos colocar diante daquele que a fez.

A teologia pode nos ajudar a compreender o significado das afirmações feitas sobre Ele.

Mas nenhuma dessas coisas torna nossa resposta automática.

Talvez retirar aquilo que pensamos já saber sobre Jesus não nos deixe com menos Jesus.

Talvez nos deixe diante de alguém maior do que as categorias que construímos para contê-lo.

E então a pergunta permanece.

Não apenas para Pedro.

Não apenas para os primeiros discípulos.

Não apenas para aqueles que viveram dois mil anos atrás.

Para nós.

“E vocês, quem dizem que eu sou?”

FONTES DE REFERÊNCIA PARA APROFUNDAMENTO

Fontes primárias: Bíblia — especialmente os Evangelhos de Marcos e João, as cartas de Paulo e as demais passagens bíblicas citadas ao longo deste artigo; Flávio Josefo, Antiguidades Judaicas; Tácito, Anais; Plínio, o Jovem, Cartas.

Para contexto histórico e estudos sobre Jesus: E. P. Sanders, The Historical Figure of Jesus; N. T. Wright, Jesus and the Victory of God; Richard Bauckham, Jesus and the Eyewitnesses.

Para cristologia e o desenvolvimento das primeiras crenças cristãs: Larry W. Hurtado, Lord Jesus Christ: Devotion to Jesus in Earliest Christianity; Richard Bauckham, Jesus and the God of Israel.

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